Réu é condenado por crime de vingança contra vizinho
Vítima teria envolvimento na morte de um irmão de três acusados

Por Antonio Grzybowski
09/09/2018 18h32

Quatro homens foram julgados nesta quinta-feira (6) pelo Tribunal do Júri da Comarca de Erechim. No banco dos réus estavam um pai e três filhos que foram acusados por uma tentativa de homicídio qualificado ocorrida em Erechim no ano de 2014. O caso é desdobrando de um dos crimes mais bárbaros ocorridos na história de Erechim, pois a vítima é um homem que foi acusado de envolvimento na morte e esquadrejamento do corpo de um irmão dos réus. Este homicídio teria sido motivado por drogas e ocorreu há oito anos no Bairro São Cristóvão.

A tentativa de homicídio julgada nesta quinta-feira ocorreu no dia 9 de janeiro de 2014 na Rua Dr. João Cabrera, fundos da Escola Estadual Érico Veríssimo, Bairro São Cristóvão. De acordo com a denúncia do Ministério Público, baseada em inquérito policial, Galhardo Roberto da Veiga, Glademir Rogério Da Veiga, Leandro Vandre da Veiga e Nelson da Veiga (pai), fazendo uso de pedaços de madeiras e de um facão, “deram início ao ato de matar a vítima Odracir José das Chagas”, conforme o texto original do processo. Os acusados responderam o processo em liberdade.

Consta na denúncia que o acusado Nélson caminhava na rua onde ocorreu o crime e, após se aproximar, teria desferido um soco no rosto da vítima que também era conhecida por “Fofo”. Os demais acusados estariam próximos e também teriam agredido Odracir com golpes de facão e madeira, numa suposta vingança pela morte do irmão.

“Fofo” foi socorrido e levado ao hospital, mas sofreu a amputação em um dos braços. O crime ocorreu dois dias após ele deixar o Presídio Estadual. Réu e acusados eram vizinhos.

Os réus negaram a autoria do crime. Galhardo Roberto da Veiga, afirmou que os acusados Leandro e Nelson não agrediram Odracir. Afirmou ter sido a vítima quem tentou agredir Leandro com um facão, mas que Glademir conseguiu tomar a arma da vítima e efetuar alguns golpes, segundo Galhardo, agindo legítima defesa. O argumento da defesa foi apresentado em plenário pela defensora pública Raquel Fellini. Ela pediu a absolvição dos réus.

Após um dia inteiro de depoimentos e debates o Conselho de Sentença condenou um e absolveu um dos réus. Na sentença assinada pelo juiz Marcos Luis Agostini, titular da 1ª Vara Criminal, Glademir Rogério da Veiga recebeu pena de nove anos de 9 anos de reclusão do regime. O réu poderá recorrer em liberdade. A promotora Stela Bordin atuou pela acusação, representando o Ministério Público.

 

  

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