Ação de graças no centenário de Erechim
Missa abriu as comemorações oficiais de 100 anos do município

Por Antonio Grzybowski
28/04/2018 20h05

"Nossos antepassados nos ensinaram a não temermos o futuro. Eles souberam, se reinventar através das mudanças da história. Por isso, não devemos ter medo de darmos espaço à criatividade. De termos amor pela nossa terra, pela empresa que trabalhamos, de cultivarmos paixão e orgulho pela obra das mãos dos trabalhadores, educadores, políticos e empresários que fizeram a história, que no passado e no presente, continuam construindo o nosso município, seja na área urbana ou rural". As palavras do bispo diocesano, Dom José Gislon, marcaram a missa de ação de graças celebrada na noite de sexta-feira (27) na Catedral São José de Erechim, oportunidade em que fiéis e autoridades civis e militares se reuniram para celebrar os 100 anos de Erechim.

Os sinos da igreja matriz voltaram a badalar com a mesma intensidade do dia 27 de abril de 1937, data em que foram oficialmente inaugurados pelos antigos moradores da "Capital da Amizade, que se organizavam em comunidades de fé, culto e caridade. "Junto com a igreja, providenciavam o sino, por pequeno que fosse. O sino anunciava a hora da oração e da missa, bem como o falecimento de alguém. O sino remete a Deus e chama a comunidade a louvá-lo", recordou o texto introdutória da missa que recordou um trecho da história do primeiro município do Alto Uruguai.

Em sua homilia o bispo diocesano refletiu sobre o Salmo 44 da Bíblia, que narra sobre a presença de Deus na história da vida humana. "Estamos aqui dando graças a Deus pelo centenário do nosso município, pela sua história, seus feitos de ontem, realidade de hoje e pela esperança que trazemos no coração em relação ao futuro da nossa cidade", disse o líder religioso."Não podemos esquecer que a fé e heroísmo faziam parte das vida dos pioneiros, ajudando-os a superarem condições precárias da realidade em que se encontravam. Não faltaram mãos amigas, homens de Deus, que assistiam o povo com amor e fervor em suas necessidades, que davam acompanhamento constante aos agricultores e aos núcleos urbanos", recordou Dom José, citando o nome do padre Benjamin Busato, pároco da Paróquia São José entre os anos de 1926 e 1950.

"O nosso povo tem a riqueza cultural das várias etnias que o compõem, mas também os valores da fé, apreço pelo trabalho, progresso, justiça, e pela paz, sem perder o senso de corresponsabilidade pelo bem comum da coletividade, da comunidade do meio rural ou urbano que nos acolhe, onde cada um é chamado a construir ou colocar um tijolo a cada dia, não só o tijolo de barro, mas o tijolo do bem, que se torna visível em tantasd pequenas ações do cotidiano, na educação, saúde, caridade, no cuidar da casa comum que acolhe esta grabde família erechinense", sintetizou o bispo.

A celebração foi prestigiada pelo bispo emérito de Erechim, Dom Girônimo Zanandréa e diversos padres da diocese. O prefeito Luiz Francisco Schmidt, secretários municipais, vereadores e representes de associações, entidades e instituições públicas e privadas, também assistiram à missa ao lado religiosos e religiosas de todas as idades.

 

  

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